Espinheira Santa

 

  Maytenus ilicifolia  Martius

 

 

 

 

 

ESPINHEIRA – SANTA

 

Originária do Brasil, é um arbusto de grande porte, 2 a 3 metros de altura, cresce espontaneamente desde Minas Gerais  até ao Rio Grande do Sul, sendo também cultivada, apesar de seu lento crescimento. Conhecida popularmente como: maiteno, espinho-de-deus, salva-vidas, sombra-de-touro, erva-cancerosa e espinheira-divina.   Suas folhas são inteiriças e apresentam espinhos nas bordas, enquanto que as flores axilares apresentam coloração amarelo-esverdeada. A planta produz frutos pequenos e vermelhos.

 

As primeiras pesquisas científicas foram realizadas por volta de 1922, pelo Dr. Aluizio França, da Faculdade de Medicina do Paraná, porém, no começo do século, os índios já  a usavam  para tratamento de tumores, e  a planta já era conhecida  empiricamente (uso popular) por suas propriedades  curativas, principalmente nos males do sistema digestório, apesar de ser utilizada também para problemas  de afecções hepáticas,  renais e afecções de  pele de origem intestinal.

Na Universidade Estadual de Campinas (SP), farmacologistas analisaram a planta em ratos com úlcera e, segundo os pesquisadores, "nos que tomaram o seu extrato, o tamanho da lesão diminuiu muito rapidamente e, em comparação com os remédios convencionais, espinheira-santa provoca menos efeitos nocivos”.

A UFMG vem pesquisando também a ação antiulcerogênica das folhas de espinheira-santa.


Parte utilizada:- folhas, que devem ser secas à sombra e guardadas em sacos de papel.  

 

Indicações:- prevenção e tratamento de gastrite, úlcera gástrica e duodenal, esofagite de refluxo, hérnia de hiato, distensão abdominal (fermentações), má digestão e acidez. É usado como antiinflamatório e protetor da mucosa gástrica.

 

Contra-indicações:- não deve ser usada por mulheres que estejam amamentando, pois, pode diminuir a secreção de leite; não deve ser utilizado nos três primeiros meses de gestação, pois não foram feitos testes nesse sentido.

Formas de preparação:- chá, por infusão, com uma colher de chá da erva, para cada xícara de água.  Os resultados são melhores quando usamos o chá morno, pela manhã, em jejum, e a noite ao deitar.

 

Observações:-

a) infuso é a forma de preparo, onde se  coloca a  água  fervente sobre as folhas.

b) quanto menor for a partícula da folha, melhor será o resultado.

c) são vendidas várias plantas parecidas com a espinheira-santa, pertencentes ao mesmo gênero, mas não à mesma espécie.

d) o chá resultante da planta verdadeira tem primeiro uma tonalidade amarelada e depois acastanhada, nunca ficando verde.

 

Pesquisas têm demonstrado que o chá de Espinheira-Santa pode apresentar resultados tão eficientes quanto os dois principais líderes do mercado de drogas anti-úlcera. A indicação popular do chá feito das folhas da Espinheira Santa foi comprovada cientificamente por vários pesquisadores (Carlini & Bráz, 1988; Faleiros et al., 1992; Ferreira et al., 1996; e Carvalho et al., 1997).

 

Zenaide Barcala Pires