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O MUNDO MÁGICO DAS PLANTAS

 

 

A fitoterapia é uma das mais antigas terapias naturais utilizadas pelo homem. O seu uso se confunde com a própria história da evolução da humanidade.

O homem primitivo, provavelmente, experimentava as plantas, selecionando algumas para sua alimentação e outras para a cura de seus males, transmitindo, assim, a experiência acumulada. É, portanto, uma forma de tratamento que acompanha a humanidade há milênios.

Atualmente, com a volta aos tratamentos naturais, o uso das plantas de forma medicinal tem aumentado muito. Este aumento, infelizmente, de maneira indiscriminada, provocou o uso inadequado das plantas. Isto leva a um descrédito dos tratamentos fitoterápicos.

A credibilidade destes tratamentos está na forma adequada de seu uso. A comparação entre o uso popular e o uso científico é extremamente importante, pois muitas vezes plantas utilizadas pela população, quando analisadas não apresentam nenhum princípio ativo que possa agir da forma esperada, ou ainda com efeitos totalmente diferentes.

Podemos citar como exemplo, a cana-do-brejo ou cana-de-macaco (Costus spicatus, ou Costus spiralis), que é muito usada em afecções renais.

Através de análises foram isoladas algumas substâncias entre elas, Oxalato de potássio e Oxalato de magnésio. Estas substâncias colocam em dúvida a sua eficiência nos tratamentos renais, principalmente, naqueles casos onde há cálculos devido a grande concentração do íon Oxalato.

Outro exemplo é o do alecrim (Rosmarinus officinalis), que é citado como calmante, mas também como estimulante cardíaco, mas como a planta não apresenta nenhuma substância cardiotônica,  o efeito tende a ser mais estimulante que cardíaco.

Como conciliar indicações contraditórias entre calmante e estimulante? A explicação para usos tão diferentes podem estar relacionadas as variações de plantio de diferentes regiões, apresentado portanto variações qualitativas e quantitativas de princípios ativos.

Outro problema bastante sério são as publicações direcionadas ao público leigo, que não conhecem as plantas e utilizam as revistas como meio de adquirir um pouco mais de conhecimento.

Estas publicações, sem uma revisão adequada e criteriosa, causam maiores confusões, pois colocam fotos que não condizem com o texto ou, ainda, nomes científicos totalmente errados.

Temos, também, o problema de pessoas que sem habilitação necessária e com apenas, o conhecimento empírico, passam através dos meios de comunicação, informações que são incorretas, levando a população ao uso inadequado deste mundo mágico e maravilhoso que são as plantas medicinais.

 

Zenaide Barcala Pires

 

Textos:

 Como preparar chás medicinais

Alumã

Espinheira Santa

Erva Baleeira

Guaçatonga

Zedoária

 Physalis

 

 

 

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